Segundo dia do Encontro Nacional da Abracen/Brastece destacou as ações técnicas, administrativas e operacionais da Ceasa gaúcha

Após a rápida manifestação do presidente da Conab, Newton Araújo Silva Júnior, que falou sobre a criação de um grupo com participação de representantes de todos os setores do Agronegócio para alavancar os mercados de abastecimento no país, com apoio de instituições financeiras como o BNDES, o presidente da Ceasa, Ailton dos Santos Machado, iniciou sua palestra.
Ailton abriu o segundo dia do Encontro Nacional da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento falando sobre um assunto que domina porque foi produtor e é um estudioso do tema: a produção e distribuição de alimentos ao longo da história. Com o auxílio de slides, o presidente da Ceasa traçou uma linha do tempo para explicar a evolução da produção de hortifrutigranjeiros como fator primordial para a vida saudável e como elemento garantidor da paz entre os povos.
Lembrou dos reflexos das guerras para as sociedades, das consequências da fome, além de citar estudos da Organização Mundial da Saúde e da Anvisa. E salientou, mais uma vez, o que as agências de saúde preconizam mundo afora: consumir hortifrutigranjeiros é fundamental para a saúde de todos.

 

Diretrizes da área técnica operacional

Já no final da manhã de sexta-feira, 22, o diretor técnico operacional, Paulo Regla, gerentes, gestores e encarregados de área revelaram aos participantes de outros Estados as iniciativas adotadas pela Ceasa em várias frentes. Uma das estratégias da administração é facilitar ao máximo o trabalho das empresas que escolhem a Ceasa para vender seus produtos. As parcerias são fundamentais para o desenvolvimento do mercado. Ronaldo Marquezotti, encarregado do Cadastro, passou números sobre produtores, empresas, carregadores e vendedores ambulantes com registros nesse setor. Por sua vez, Claiton Colvello, da Gerência Técnica, ressaltou o controle que sua área tem sobre todos os alimentos que ingressam pelas duas portarias da Ceasa, a Norte e a Sul.

 

Metodologia e ações do GT Alimento Seguro

No segundo painel, o Grupo de Trabalho Alimento Seguro, formado por representantes de vários órgãos e entidades, fez uma explanação sobre os métodos e as ações para controlar e estimular a redução dos índices de agrotóxicos nos hortifrutigranjeiros comercializados na Ceasa. O gerente técnico da Ceasa e coordenador do grupo, Claiton Colvello, discorreu sobre a composição do grupo e explicou a metodologia de trabalho, que se dá por meio de orientações e análises das amostras coletadas. A equipe técnica, auxiliada por servidores do laboratório NFS Bio-Ensaios, analisa o estado de frutas, legumes e verduras para saber se estão com excesso de resíduos de agrotóxicos e inviáveis para consumo.
Claiton e outros integrantes do grupo lembraram também da importância do Curso de Boas Práticas Agrícolas. As aulas, em parceria com a Emater-RS, capacitaram 2,2 mil produtores da Ceasa. A realização de seminários pelo interior do Estado também contribuiu para orientação e conscientização dos pequenos produtores rurais. A própria distribuição da cartilha da rastreabilidade tem essa função, serve de auxílio apara conectar o produtor com o futuro, garantindo a segurança para o consumidor e a expansão do mercado para aqueles que produzem. O Banco de Dados, por exemplo, é outra ferramenta utilizada para a elaboração de projetos específicos para os agricultores.
Já o engenheiro agrônomo e assistente técnico estadual de Olericultura da Emater-RS, Gervásio Paulus, afirmou que é preciso simplificar algumas ações para que o produtor possa compreender e se integrar aos esforços de todos para a implantação da rastreabilidade. “Em vez de falar em caderno do campo, falamos em folha do campo com o preenchimento de alguns dados mínimos para facilitar a vida do agricultor”, disse.
Marcos Botton, pesquisador da Embrapa, tratou de alguns mitos que se espalham via imprensa sobre os riscos causados pelo consumo de hortaliças e cobrou do Estado estrutura para dar apoio ao pequeno produtor.

 


Banco de Alimentos foi um dos destaques

O Banco de Alimentos da Ceasa, um dos pilares da atual gestão, também mereceu destaque. A supervisora Rosandrea Vargas fez um rápido histórico do programa social Prato Para Todos, de sua criação aos dias atuais, explicando os três eixos que o compõem: alimentação, educação e reinserção social. O Banco estoca os itens que são distribuídos pelo Prato Para Todos — o programa social da Ceasa laureado em 2004 e reconhecido novamente em 2017 pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como um dos melhores programas de combate à miséria no Brasil. No mês passado, graças à solidariedade e à sensibilidade social dos permissionários, alimentos doados por produtores e atacadistas chegaram à mesa de 77,8 mil pessoas, superando a média de 50 mil dos últimos meses.

 

Finanças, regulamentações e controle de pragas

Os últimos temas da parta da manhã de sexta foram abordados pelas gerências Financeira e Operacional e pela supervisão de Mercado. Cláudia dos Santos explicou a forma de cobrança das taxas de condomínio e como se faz o rateio de valores referentes à prestação de serviços como água, luz, segurança e limpeza. Jairo dos Reis Oliveira discorreu sobre o regramento interno e uma série de medidas adotadas de acordo com exigências da legislação vigente. Segundo Jairo, essas medidas acabaram gerando oportunidades e novos procedimentos em favor dos funcionários. O supervisor de Mercado, Vilmar Ferreira, responsável pelo setor de limpeza do complexo, citou a eficiência das ações de controle de pragas realizadas por empresa contratada para este fim.

 

Exemplos de gestão compartilhada

No último painel do Encontro Nacional da Abracem, o diretor administrativo financeiro Celso Pazuch mostrou alguns exemplos de gestão compartilhada na Ceasa. Foram citadas obras e melhorias feitas em parceria com as associações de produtores e atacadistas. Além da reforma elétrica e da instalação de fibra óptica para melhorar o acesso à internet, investimento em outras áreas essenciais também foram mencionados: o recapeamento asfáltico, a modernização do sistema de segurança, os pavilhões de estacionamento coberto para clientes e investimentos das empresas que decidiram ampliar seus espaços físicos, adquirir equipamentos e expandir seus mercados. A palestra teve comentários dos representantes dos produtores, Evandro Finkler, e dos atacadistas, Sérgio Di Salvo.

 

Crédito das imagens: Assessoria de Imprensa da Ceasa/RS