Venda de flores devem cair no Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, vem conquistando, a cada ano, maior expressividade no calendário anual de vendas de flores no mercado interno brasileiro. Representa, hoje, uma das datas mais importantes para o comércio setorial, sendo superada apenas pelos tradicionais campeões – Dia das Mães e dos Namorados – porém ultrapassando, eventualmente, os valores de comercialização obtidos em outras relevantes ocasiões como Finados, Natal e Réveillon.

Contudo, o crescente agravamento observado sobre os principais indicadores socioeconômicos do País – aumento dos índices de inflação, de desemprego, da desocupação e decréscimo proporcional da renda – vem causando apreensão em todos os segmentos do comércio nacional de flores e plantas ornamentais, conforme veremos nos dados apresentados a seguir. As informações ora analisadas constituem-se em resultado de pesquisa conduzida pela Hórtica Consultoria e Inteligência de Mercado, em parceria com o Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo – Sindiflores.

Cabe destacar que a data comemorativa dedicada às mulheres marca a efetiva abertura anual do mercado nacional de flores, a partir da qual se observam importantes acréscimos nos fluxos de produção e comercialização setorial, já que nos meses de janeiro e fevereiro o consumo sofre importantes níveis de queda, por virem após as festividades de final de ano e constituírem-se em período de férias.

Vendas de flores deverão cair 27% no Dia Internacional da Mulher de 2016

Para o Dia Internacional da Mulher de 2016, as vendas de flores no varejo, segundo as empresas entrevistadas, deverão ser 27,1% menores do que as obtidas na mesma data no ano anterior. O termômetro das expectativas de vendas aponta para comportamento sensivelmente mais negativo em relação aos observados para a mesma data nos anos de 2014 e 2015, quando o decréscimo em relação aos anos antecedentes foi, em ambos os casos, de 15,4%.

A grande maioria (69,5%) das floriculturas e demais empresas do ramo varejista de flores e plantas entrevistadas em todo o Brasil afirmam estarem convictas de que os impactos negativos sobre o comércio de suas mercadorias decorrerão diretamente do agravamento da situação econômica do País.

Neste contexto, 52 % das empresas do varejo consultadas acreditam que em 2016 venderão menos do que na mesma data do ano anterior. Parcela de 4% das entrevistadas projeta vendas iguais ao Dia Internacional da Mulher de 2015. Finalmente, a quantidade de floriculturas que aguarda vendas maiores em relação ao ano anterior atinge 44% do total.

Esse resultado, até certo ponto surpreendente, que mostra o número de empresas confiantes em bons índices de vendas neste Dia Internacional da Mulher tem uma explicação. Em realidade, nos dois últimos anos o comércio de flores para a data foi sensivelmente prejudicado pelo fato de a celebração ter caído em um domingo, em 2015 e por ter coincidido com o Carnaval, em 2014. Ambas as situações deprimiram fortemente as vendas, o que deve em parte ser compensado em 2016, apesar da situação econômica mais desfavorável do que as vigentes nos anos anteriores.

Para as floriculturas que apostam na queda das vendas, os percentuais estimados de decréscimo, em relação à mesma data no ano passado, mostraram a seguinte distribuição: 41,7% delas acreditam que os valores de venda serão até 10% inferiores aos obtidos para o Dia Internacional da Mulher de 2015; uma parcela de 33,3% aposta em reduções dos valores entre 10% e 20%, enquanto 25% delas estão convencidas de que o percentual de queda será da ordem de 20% a 30%.

Para as floriculturas e lojas de varejo que acreditam que farão vendas em maior escala do que na mesma data do ano anterior, os percentuais de acréscimo declarado foram de: até 10% (20% delas); entre 10% a até menos de 20% (50%) e de 20% a até 30% (30%).

Frente à constatação da potencial redução de vendas, 69,6% das floriculturas e empresas varejistas entrevistadas em todo o Brasil realizarão algum tipo de campanha promocional para o Dia Internacional da Mulher de 2016. As restantes 30,4% não declararam nenhuma intenção neste sentido. Entre as ações promocionais mais frequentemente apontadas aparecem: uso das mídias digitais, como redes sociais, fanpages, e-mail marketing e outras (34%), oferta de brindes (9,5%) e de preços promocionais (15%), propaganda em televisão e rádios (12%), uso do telemarketing (10%), além de opções minoritárias para propaganda em jornais e tabloides, oficinas florais e uso de banners nas lojas.

As flores preferidas para presentear as mulheres, no seu dia, em 2016

As rosas lideram majoritariamente as preferências de compra para presentear no Dia Internacional da Mulher 2016, com uma participação relativa de 59%. Essas flores costumam ser compradas como buquês de 6 a 12 botões. Cabe observar, porém, que vem se tornando cada vez mais importante, o ato de presentear com apenas um botão solitário de rosa embalada, especialmente no caso da demanda corporativa. Neste ano, a participação observada é praticamente idêntica à da mesma data em 2015, o que revela relativa estabilidade do consumo desta flor para a celebração da mulher.

As rosas importadas da Colômbia e Equador – sempre muito apreciadas para a data, especialmente devido às maiores dimensões de seus botões – neste ano de 2016 terão penetração menor, devido ao encarecimento do dólar nas relações cambiais. Para 44,4% das floriculturas e empresas entrevistadas, haverá redução de venda dessas flores. Um terço delas aposta que as vendas de rosas importadas ficarão em patamares idênticos aos verificados no ano passado.

Em segundo lugar na preferência das compras surgem os buquês mistos, que mesclam diferentes espécies de flores, entre as quais as rosas podem ser também destacadas. Complementam-se com alstroemérias, gérberas, lisianthus e flores do campo diversas. Acumulam, para a data, em 2016, 13% das opções preferenciais de presentes florais.

Arranjos de pequenas dimensões entram compondo 8% das compras, mesmo porcentual encontrado para os vasos floridos de begônias, kalanchoes, calandivas, lírios, prímulas, tulipas e violetas, entre outras. Ramalhetes de flores vermelhas em geral entram compondo 7% dos presentes. As orquídeas decaem para a última posição do ranking, concentrando participação porcentual relativa de 5%, índice este inferior aos 8% acumulados na mesma data de 2015 e de 7%, em 2014.

Tíquete médio será de R$ 65,00

O tíquete médio de compra do consumidor brasileiro para presentear no Dia Internacional da Mulher em 2016, segundo as floriculturas e empresas de varejo pesquisadas, deverá ser de R$ 65,00 e se concentrará principalmente na faixa de R$ 35,00 a R$ 50,00 (40%), seguida pelas de R$ 50,00 a R$ 80,00 (22%), de R$ 80,00 a R$ 100,00 e mais que R$ 100,00 (com 17% de participação cada uma delas) e, finalmente, pela de R$ 20,00 a R$ 35,00 (4%).

Em relação ao ano anterior, o valor a ser gasto pelo consumidor brasileiro na compra de flores para presentear nesta data sofrerá elevação de 18,2%, haja vista que, para o Dia Internacional da Mulher de 2015, o tíquete médio foi de R$ 55,00.

As vendas serão pagas majoritariamente em cartão de crédito (58,3%), com opções bem menos expressivas para pagamento em dinheiro (27,8%), cartão de débito (11,1%) e outras opções, como cheque pré-datado e boleto bancário (2,8%).

No Dia Internacional da Mulher de 2016, aguarda-se que as compras realizadas por pessoas físicas representarão 69,6 % da movimentação total do setor, enquanto que a participação porcentual relativa das empresas, entidades e corporações ficarão com 30,4%. Esses indicadores possuem valores menores do que os observados no ano anterior, quando a relação foi de, respectivamente, 64,7% e 35,3%. Tal fato aponta para a necessidade da retomada de iniciativas e campanhas promocionais do setor junto às empresas e corporações visando incentivar a compra e distribuição de flores para homenagear suas clientes, funcionárias e colaboradoras.

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