FLORES PARA FINADOS 2015: Pesquisa sobre expectativas de vendas

FLORES PARA FINADOS 2015: Pesquisa sobre expectativas de vendas

O Sindiflores (Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo), em parceria com a empresa Hórtica Consultoria e Inteligência de Mercado, acaba de divulgar estudo sobre as expectativas de vendas de flores para o Dia de Finados de 2015.

O estudo constatou que o mercado mostra-se retraído, sinalizando para o esfriamento das intenções de compra por parte da clientela. Tal fenômeno decorre, seguramente, do arrefecimento da economia, concretizado em piores indicadores para o consumo, tais como o crescimento do desemprego, do endividamento e da inadimplência das famílias, pela alta dos juros e pela redução do nível de confiança do consumidor.

De fato, a pesquisa demonstrou que 75% das empresas varejistas de flores e plantas ornamentais entrevistadas acreditam que a piora da economia irá comprometer seus resultados de vendas para a data comemorativa, em relação ao ano anterior. Para 65% das floriculturas, as vendas serão menores do que as obtidas para a mesma data em 2014. Uma parcela de 15% das floriculturas e outros varejos aguardam vendas idênticas às observadas para o Dia de Finados de 2014, enquanto 20% esperam que seus resultados econômicos sejam superiores aos obtidos no ano anterior.

Floriculturas sofrerão o impacto tanto dos ambulantes, quanto dos supermercados

A despeito do notável crescimento das iniciativas do poder público em todo o País tanto para coibir, quanto para disciplinar, o comércio ambulante durante o Dia de Finados, a atuação oportunista desses agentes é apontada como responsável por um significativo nível de redução das expectativas de faturamento do comércio florícola regularizado para a data, que, para 2015, atingiu o patamar de 28%.

Além dos ambulantes, também os supermercados são apontados como importantes agentes responsáveis pela redução do potencial de vendas das floriculturas para o Dia de Finados. Para as empresas varejistas de flores e plantas ornamentais entrevistadas, a queda do faturamento das floriculturas decorrentes da ação supermercadista no setor para a celebração dos mortos atingirá quase um terço das vendas potenciais (32%).

Tais fatos vêm fazendo com que muitas floriculturas de todo o País fechem as suas portas no Dia de Finados, por considerarem que as vendas já não mais compensam os custos de operação para a data. Para o Dia de Finados de 2015, a única vantagem potencial oferecida às floriculturas frente a outras modalidades de varejo é o fato de que a data cairá em uma segunda-feira, dia em que as 890 feiras livres da capital paulistana não funcionam.

As flores preferidas para homenagear os mortos

Os vasos de crisântemos lideram historicamente a preferência de compra dos consumidores no momento de prestar homenagens aos parentes e amigos falecidos em cemitérios de todo o Brasil. Segundo a pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo (Sindiflores) e da Hórtica Consultoria e Inteligência de Mercado, para o Dia de Finados de 2015, essas plantas chegarão a representar 42% das vendas setoriais no varejo para a data. A elas se seguirão as rosas, aplicadas em arranjos, coroas de flores e buquês, ou como botões solitários, com 22% das preferências. Outras flores envasadas em geral ficarão com 18% das compras, especialmente lideradas pelas margaridas, begônias, kalanchoes e calandivas, entre outras. Flores de corte, também utilizadas em coroas de flores, arranjos ou buquês representarão 11% das vendas, com destaque para gérberas, lírios e copos de leite.

Tíquete médio de compras de flores para o Dia de Finados de 2015 será de R$ 18,90

O consumo de flores para o Dia de Finados 2015, segundo as empresas entrevistadas, deverá ficar em R$ 18,90, o que representará uma queda de 24,76% em relação aos R$ 25,12 previsto para a venda de flores para o Dia de Finados de 2014.

Para o Dia de Finados de 2015, as vendas serão pagas majoritariamente em cartão de crédito (51,8%), seguidas por pagamento em dinheiro (29,6%), boleto (7,4%), cheques pré-datados (7,3%) e cheques (3,9%). Observa-se que a maior popularidade da celebração, no comparativo com outras datas do calendário nacional, confere maior relevância aos pagamentos em dinheiro.

Compartilhar matéria:

Posts relacionados

Agradecimento do Presidente da ABRACEN Safra da goiaba reduz preço da fruta em 20% Presidente da Abracen visita Ceasa Curitiba Produtores da CeasaMinas destacam benefícios do Pronaf

Deixe seu comentário