Encontro Nacional da Abracen: o abastecimento não está mais no ramo da alimentação, mas no da saúde

Encontro Nacional da Abracen: o abastecimento não está mais no ramo da alimentação, mas no da saúde

Por  Luciano Somenzari

No segundo dia do último Encontro Nacional da Abracen, em São Paulo, o professor José Luiz Tejon Megido, coordenador acadêmico de pós-graduação do Núcleo de Estudos da ESPM, poderia ter resumido sua mensagem para a plateia de diretores e técnicos de centrais atacadistas com a seguinte frase: “vocês não estão no ramo das hortícolas, das frutas e dos legumes. Vocês estão no ramo da saúde”.

A palestra do professor Tejon traçou um quadro bastante curioso do futuro do setor de abastecimento no Brasil e no mundo, com o sugestivo título “Aonde Estaremos em 2025”. Pelas pesquisas de consumo disponíveis, segundo ele, é possível afirmar que há uma tendência clara de a população relacionar alimentos in natura com saúde. Os chamados alimentos frescos como frutas, legumes e verduras (FLV) são os principais produtos comercializados nas CEASAS.

Essa tendência, em busca de maior qualidade, precisa ser cada vez mais trabalhada pelos integrantes da cadeia, envolvendo desde a preparação e a escolha das sementes, na produção agrícola, até o preparo das refeições nos lares das famílias. Tejon citou ainda dados que indicam que quanto maior o poder de renda e de desenvolvimento avança nos vários segmentos da população, maior também é o crescimento do consumo de FLV. De acordo com Tejon, com a disseminação da informação presente em todas as classes sociais, através dos dispositivos de mídia digital, o consumidor vai ficando mais exigente, o que obriga produtores, comerciantes e distribuidores a aprimorar o seu marketing.

“Hoje, já falamos em Biomarketing, em que a vida exerce papel central tanto no produto como na mensagem, porque envolve padrões de sustentabilidade, alimento saudável e seguro, educação, novos hábitos de consumo, nova legislação, cultura do bio alimento, etc.”

Outro indicativo importante da importância que é atribuído ao alimento em ralação à saúde, ainda de acordo com Tejon, é o crescimento do mercado de alimentos orgânicos no Brasil, que deve fechar 2014 com aumento de 35% em relação ao ano passado, atingindo a marca de R$ 2 bilhões. Os dados fazem parte do Projeto Organics Brasil, criado pelo IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento).

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