Comercialização da pimenta – CEASA-GO

Comercialização da pimenta – CEASA-GO

A Ceasa-GO mantém a quarta posição no ranking das Centrais de Abastecimento no Brasil. No ano passado foram comercializadas mais de 943.171,55 toneladas de hortifrutigranjeiros. Com uma arrecadação superior a 2 bilhões de reais. O tomate é o campeão nas vendas, mas a pimenta também está entre os produtos mais negociados no entreposto. Em 2017 foram vendidas mais de 1,05 toneladas do produto.

Os benefícios da pimenta são variados para o organismo humano. Alivia a congestão nasal; dores; atua como antioxidante; é anti-inflamatório e estimula a digestão. As pimentas mais consumidas no Brasil são pimenta-do-reino, pimenta-de-cheiro, pimenta malagueta e cumari. A pimenta possui alta representação no fluxo de comercialização da Ceasa-GO, como explica o Presidente, Denício Trindade: “Tem uma importância grande. Só no ano passado foram comercializadas uma tonelada do produto. Com um volume em dinheiro de 11 milhões de reais. 95 por cento das pimentas negociadas aqui são produzidas em Goiás. Além disso reúne aqui vários comerciantes e produtores, gerando muitos empregos”, afirma.

Os comerciantes de pimenta são otimistas ao falarem do produto e elencam a variedade e as novidades do tempero que entram no mercado. Esio Bernardes e sua família são especialistas no ramo de negócio. Ele comercializa pimenta no galpão do produtor rural. Para ele a pimenta-de-cheiro corresponde a 70% de suas vendas.
Além dela o comerciante possui também a pimenta dedo de moça, pimenta bode, a cumari, malagueta e a habannera, conhecida como “saco de velho”, a mais ardida de todas. Por conta dessa peculiaridade essa variedade do produto precisa de um cuidado especial ao manuseá-la devido seu alto grau de ardência, que pode levar a irritação nos olhos e nos dedos. Esio não tem problema para manusear o produto, mas alerta para os perigos que podem ser causados: “Para a gente que é acostumado não tem problema, mas se você abrir ela e não tiver cuidado, vai dar queimadura de primeiro grau e ai é hospital. Já vi muita gente ir para o hospital por causa dela”. Adriana Bernardes seguiu os passos do pai e está no mercado há anos. A família comercializa o produto há mais de 42 anos. Em seu estabelecimento é comercializado todos os tipos de pimenta. Segundo ela, as mais procuradas pelos clientes são as de cheiro, a bode, a malagueta e a dedo de moça. “Mas temos mais variedades que estão entrando no mercado agora. Tem a mexicana, tem a bico doce que também tomou o mercado, que é uma pimenta que não arde, que é uma pimenta que é para decoração. Tem a cumari, que é bem ardida. Temos também a ‘saco de velho”’, afirma a comerciante.

 

Foto: Alexandre Soares

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